sábado, 26 de março de 2011

Processos internos.


Até que ponto é válido calar e ser omisso aquilo que se sente?
Ser negligente e renegar aquilo que deveras sente, ou até mesmo calar porque ninguém vai querer te escutar ou não vai te compreender. 
Desafio é não organizar uma estante de livros ou mesmo manter um bom saldo na sua conta bancária. Desafio é compreender aquilo que se passa dentro de si e verbalizar quando se deseja. Não por dar explicações, pois seus amigos não precisam delas e seus inimigos jamais confiarão ou acreditarão em você.

E se compreender, e se entender, e se conhecer, e até lá eu finjo ter paciência... 



domingo, 13 de março de 2011

Um post pela vida.



É sábado a tarde, você já trabalhou a manhã inteira. Cumpriu com suas obrigações, fez tudo como deveria ter sido feito. Se dá de presente uma tarde diferente, um almoço no shopping, umas compras apenas pra relaxar depois de uma semana agitada que sucedeu quatro dias de folia.
A semana começou maravilhosa, repleta de blocos de rua, música alegre, pessoas animadas buscando a felicidade, mesmo que momentânea. Era pra ser a semana mais perfeita do mês de março, se não tivéssemos acordado com a péssima notícia de um terremoto avassalador que causou um tsunami numa das maiores super potências econômicas do mundo, o Japão.
Uma verdadeira tragédia, talvez a maior dos últimos tempos. O número de mortos ainda não foi totalmente definido. Jornais apontam que já devem passar dos mil. Mil vidas se foram, acabaram em questão de minutos, enquanto muitos de nós dormiamos tranquilamente em nossas camas, ou faziamos sexo, trabalhávamos, assistíamos tv...
Muito desespero, dor. De repente tudo estava tão bem e do nada tudo se acabou. Quantos e quantos sonhos   tiveram fim nesse 11/03/2011? Quantas vidas se foram? Quantos pais perderam seus filhos? Quantos filhos perderam seus pais?

E enquanto tudo isso acontece no mundo no meio do meu passeio vejo escrito numa parede de um grande shopping daqui de Recife a seguinte frase:  "Diga sim a homofobia, morte aos gays". Aparentemente recém-escrita, pela cor viva do pincel atômico. Gente, como assim? O mundo se acabando em meio a desastres naturais e ainda assim tem pessoas preocupadas em causar mais mortes e destruição em famílias? 
Definitivamente eu não acreditei no que li, tanta gente morrendo e ainda assim existem pessoas que acham isso pouco e querem causar mais violência no mundo? Cara, cadê a comoção dessas pessoas com tudo que tem acontecido? Seria eu o único que fico pensando e me pondo no lugar daqueles seres humanos que estão do outro lado do mundo clamando por ajuda. O mundo está pedindo socorro, me revolta ver em um momento onde os humanos deveriam estar juntos, se enxergando e vivenciando a igualdade que somos perante a Deus vejo que ainda existem alguns todos que insistem em perder tempo com atitudes brutas e violentas que não vão levar a nada. Não venho aqui com esse post levantar bandeiras, muito menos quero discutir se os homossexuais estão certos ou errados pois sinceramente esse assunto já me cansou e o deixo nas mãos de Deus, Ele quem tem a plena certeza de se é certo ou errado, nós humanos não temos o direito de apontar e julgar ninguém, muito menos decidir se são dignos de viver ou não.

Acredito que enquanto o ser humano perder seu tempo enxergando diferenças entre si não encontraremos a paz e sofreremos mais a cada catástrofe natural que acontecer. Somos iguais, amamos da mesma forma, somos todos imagem e semelhança de Deus.

Por amor a vida, Pray For Japan!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quarta-feira ingrata.


E lá se foi mais um carnaval...
Chegou a tão indesejada quarta-feira ingrata, todos pegam suas malas e retornam as suas rotinas. Voltam a se preocupar com o dólar que subiu novamente, com o trânsito cada dia mais caótico, com a calamidade que é a saúde pública e demais problemas que esquecemos durante os festejos de Momo.
Voltamos a dieta, retomamos os estudos, beiramos a loucura por ter que correr atrás em vinte dias daquilo que corremos em trinta todos os meses. 
Olhamos as peças de roupas que se estragaram durante o percurso dos blocos com manchas de tinta, rasgões e afins, começamos a contabilizar os "prejuízos" de quatro dias seguidos de festa.
Os amores de carnaval ficam nas ladeiras  e pelos blocos que seguimos, a quinta-feira começa com cara de segunda-feira. Tornamos a rotina, encontramos um amigo e começamos a contar o que foi feito durante a "semana" de carnaval, e logo nos pomos a lamentar a fugacidade do tempo e o fato de outro desses só daqui há 365 dias.
Olhamos pra trás e sentimos a vontade de fazer tudo de novo, mesmo com os prejuízos, com o monte de coisas que ficaram acumuladas com o tempo parado mas e quem disse que brasileiro quer saber disso? Brasileiro sempre arranja um motivo pra comemorar, e sempre nos pegamos a lamentar "Oh quarta-feira ingrata chega tão depressa só pra contrariar...", e a ficar nostálgicos com as marchinhas de carnaval típicas dessa data.

E segue a vida, que venham páscoa, são joão e demais festejos, que venha o novo, que nos permitamos cada dia viver mais!

Pra ler ouvindo: Turbilhões, Moacir Franco.